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Henrique Bertoncello cria método para avaliar como buscadores e IA descrevem empresas

Diagnóstico de Leitura Digital, método desenvolvido pela Visualy Publicidade para avaliar como buscadores e sistemas de IA descrevem empresas

Antes de falar com um fornecedor, o cliente pesquisa. Durante muitos anos, essa pesquisa terminava numa lista de links que a própria pessoa abria, lia e interpretava. Hoje, cada vez mais, quem responde é um mecanismo de busca ou um sistema de inteligência artificial, que reúne o que encontra publicado e entrega uma descrição pronta da empresa: o que ela faz, para quem, onde atua e o que a diferencia.

Foi a partir dessa mudança que Henrique Bertoncello, diretor da Visualy Publicidade, desenvolveu o Diagnóstico de Leitura Digital, um método para avaliar como uma empresa é compreendida por esses sistemas com base no conteúdo que ela mesma publica.

De onde veio a ideia

Em 25 anos de trabalho com comunicação empresarial, principalmente ao lado de empresas B2B, a Visualy acompanhou de perto como negócios sólidos, com anos de mercado e boa reputação entre clientes, nem sempre conseguem traduzir essa solidez para o ambiente digital.

A percepção que deu origem ao método foi simples. Quando a descrição de uma empresa passa a ser montada por um sistema, e não mais por uma pessoa que conhece o negócio, tudo o que não está escrito de forma clara deixa de existir nessa leitura. Diferenciais que qualquer cliente antigo conhece, segmentos atendidos há décadas e linhas de produto inteiras podem simplesmente não aparecer.

Como o método funciona

O diagnóstico começa antes de abrir o site. A primeira etapa é uma consulta feita pelo nome da empresa, que reproduz a experiência de quem pesquisa antes do primeiro contato. O objetivo é registrar o que é possível saber sobre o negócio sem entrar nas páginas dele, e o que fica impossível de determinar.

Em seguida, o site é lido página por página: apresentação institucional, produtos, serviços, segmentos e contato. A leitura observa o conteúdo visível e também o que está no código, a parte que buscadores e sistemas de IA leem e que o visitante nem sempre vê.

A avaliação considera sete critérios:

  • Clareza de atuação: se o site explica de forma direta o que a empresa faz, sem depender de termos genéricos.
  • Segmentos atendidos: se fica explícito para quais setores e portes de cliente a empresa trabalha.
  • Abrangência geográfica: se a região de atuação aparece de forma clara, e não apenas no rodapé.
  • Estrutura de produtos e serviços: se as linhas estão organizadas, nomeadas e descritas individualmente.
  • Diferenciais explicitados: se o que a empresa faz de diferente está escrito, e não apenas subentendido.
  • Organização semântica: hierarquia de títulos, dados estruturados, descrições e nomenclatura consistente entre as páginas.
  • Consistência entre canais: se o que o site diz corresponde ao que aparece em outros pontos de contato públicos da empresa.

Cada critério recebe uma nota, e o resultado é apresentado num relatório com as prioridades de correção ordenadas por impacto.

O que tem aparecido nas análises

Algumas situações se repetem com frequência nas empresas avaliadas, e a maioria delas passa despercebida por quem acompanha o próprio site todos os dias.

Há casos de informações importantes que existem no código da página, mas ficam escondidas por um problema de layout. Os buscadores leem, e nenhum visitante vê. Há sites em que o telefone ou o endereço aparecem de formas diferentes de uma página para outra, o que torna incerta qualquer descrição montada a partir deles. E há empresas cujos principais clientes, segmentos ou produtos aparecem apenas em imagens, sem nenhum texto associado, o que os torna invisíveis para a leitura automática.

Também é comum encontrar descrições apoiadas em expressões genéricas, como “soluções” ou “excelência”, que não dizem com precisão o que a empresa faz. Para uma pessoa que já conhece o negócio, o sentido é evidente. Para um sistema que precisa descrevê-lo a partir do zero, não.

Uma camada dentro da comunicação

O Diagnóstico de Leitura Digital olha para uma parte específica da comunicação de uma empresa. Ele não avalia marca, materiais institucionais e comerciais, discurso de vendas ou campanhas, que continuam sendo o centro do trabalho de construção de marca.

O método também tem um limite claro. Organizar o conteúdo de um site não garante posição em buscadores nem indicação por sistemas de inteligência artificial. O que essa organização faz é melhorar a precisão da descrição quando a empresa é encontrada, para que ela seja apresentada como realmente é.

O diagnóstico tem sido aplicado a empresas de diferentes setores e regiões do país. Empresas interessadas em conhecer como estão sendo descritas hoje podem falar com a equipe da Visualy.